2 de agosto de 2026

Não dá mais para esconder: há uma guerra híbrida em andamento, por Luís Nassif

Os choques mais relevantes virão através das redes sociais — e, nesse terreno, a estratégia da direita tem sido certeira.
JavIer Milei discursa em convenção do Partido Liberal, no Brasil | Crédito: Reprodução

Guerra híbrida tenta desestabilizar autoridades brasileiras por meio de ameaças e gestos calculados, afetando sistema e diplomacia.
Pressões incluem sanções financeiras, tarifas políticas, campanhas de desinformação e dependência tecnológica estratégica.
Urgência em fortalecer ABIN e atrair técnicos qualificados para enfrentar ameaças já presentes na política brasileira.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um dos aspectos mais ostensivos da guerra híbrida é a tentativa de desestabilizar as autoridades brasileiras por meio de gestos e atitudes calculadas.

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A simples ameaça de aplicação da Lei Magnitsky contra uma autoridade brasileira já produz efeitos instantâneos sobre o sistema bancário, sobre a diplomacia e sobre o comportamento das próprias autoridades — o simples fato de cogitá-la já quebra um paradigma.

O mesmo vale para o carnaval fora de época de Javier Milei — com direito a fralda geriátrica em cena pública — que não foi apenas uma extravagância pessoal, mas parece se encaixar numa ação combinada com Donald Trump para conturbar o ambiente político brasileiro, assim como a manifestação do premiê israelense Benjamin Netanyahu.

Essas são apenas pedras jogadas no lago. Os choques mais relevantes virão através das redes sociais — e, nesse terreno, a estratégia da direita tem sido certeira. Numa ponta, Kassio Nunes Marques e André Mendonça à frente do TSE, justamente no ano eleitoral. Na outra, o mesmo André Mendonça conduzindo, como relator no STF, a Operação Master.

Os riscos maiores ainda não são plenamente perceptíveis. Há uma vinculação estreita entre as grandes empresas de inteligência artificial e o Pentágono. As versões mais recentes de alguns modelos foram recolhidas ou restringidas justamente por sua capacidade de romper barreiras de segurança de sistemas — um indicativo do quanto essa tecnologia já opera no limiar do uso militar e de inteligência.

A essas frentes, somam-se outras que merecem ser monitoradas:

  • Pressão sobre o sistema financeiro e de pagamentos — sanções, restrições de correspondência bancária e ameaças a instituições que operem com autoridades ou empresas brasileiras específicas, um instrumento que já vinha sendo usado em outros países antes de chegar ao Brasil.
  • Tarifas e barreiras comerciais usadas como instrumento de pressão política, não apenas econômica.
  • Campanhas de desinformação em massa nas redes sociais, amplificadas por perfis automatizados e por figuras políticas alinhadas, com potencial de interferência direta no processo eleitoral de outubro.
  • Dependência tecnológica e de infraestrutura digital (nuvem, IA, cabos submarinos) como vetor de vulnerabilidade estratégica.
  • Uso seletivo de vistos e sanções individuais contra ministros, magistrados e autoridades, como forma de constranger decisões internas.

Diante desse quadro, há a necessidade urgente de atrair técnicos qualificados e revigorar a ABIN, para construir barreiras adicionais em relação a essas novas ameaças — que não são mais hipotéticas, mas já operam no dia a dia da política brasileira.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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4 Comentários
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  1. J . M . P .

    29 de julho de 2026 9:17 am

    Ai caramba.Nassif tá se adiantando muito(é bom)drsse jeito quebra as minhas oernas,eles trabalham na impulsividade das pessias atraves de estimulos gerados oelas máquinas da internet q já tem o seu oerfil.e.probabilidades aktas de acertis no q as oessias gistam e funcionam para elas,é luta oerdida não tem comi ganhar delas,já tem o vaminho.certo para manipilar a mente,isto está gerando pessoas doeentias vom tido tipo de coisa aff é por isso.q.ganham as eleições quem menos vcs imaginam devido à “propaganda”personalizada cirúrgica para cada ser himani aff são as causas SILENCIOSAS,as mídias bilionarias mimadas são o granfe mal é só yem um remédio,se afastar delas o máximo q puder e ter HUMANISMO para criar um sentido ético crítico sentimental e etc com todos aff assinado J . M doitor com mestrado e doutourado em si mrsmi aff !!!

  2. Avel Alencar

    29 de julho de 2026 9:59 am

    A impressão que tenho é que Trump abriu varias frentes internas e externas. Acabará tendo o mesmo destino de Lincoln e Kennedy.

  3. Veritas

    29 de julho de 2026 10:54 am

    O Brasil tem muito a aprender com a Rússia sobre como se defender de guerras híbridas.
    Segundo o copilot ( até que ponto devemos confiar em IAS invasoras), as principais medidas adotadas pela Rússia na defesa das guerras híbridas são:

    Controle e proteção do espaço informacional
    Monitoramento intenso da internet e das redes sociais.
    Restrições ou bloqueios de plataformas estrangeiras consideradas hostis.
    Fortalecimento de meios de comunicação estatais para difundir a narrativa oficial. [cepa.org]

    Defesa cibernética
    Reforço da segurança de redes governamentais e de infraestrutura crítica (energia, telecomunicações, transportes).
    Desenvolvimento de capacidades nacionais de cibersegurança.
    Criação de mecanismos para reduzir dependência tecnológica do exterior. [cepa.org], [hks.harvard.edu]

    Contrainteligência
    Atuação do FSB e de outros órgãos de segurança para identificar espionagem, influência estrangeira e operações clandestinas.
    Fiscalização de ONGs, organizações estrangeiras e indivíduos considerados agentes de influência externa. [cepa.org]

    Resiliência econômica
    Diversificação de parceiros comerciais.
    Sistemas financeiros alternativos para reduzir impacto de sanções.
    Incentivo à produção nacional em setores estratégicos. [cepa.org]

    Preparação militar e de guerra eletrônica
    Investimentos em guerra eletrônica para proteger comunicações e interferir em sistemas adversários.
    Integração entre meios militares, inteligência e capacidades cibernéticas

  4. Cidadão sem cidadania

    29 de julho de 2026 4:08 pm

    Um estadista resolveria esse problema rápido , sem pensar muito fecharia a fronteira com a Argentina por uma semana não entraria argentino e nem mercadoria, em 24 horas a classe dominante Argentina resolveria as coisas com o bobo da corte mieli , mas um governante fraco como o lula só fez uma reclamação, com loucura se resolve com loucura, não em ficar falando, me pedi desculpas aí vai mieli , eu quero ser seu amigo também, mas nada , antes o presidente da Bolívia já tinha falado de Brasília que o PCC é terrorista, dentro do Brasil dando pitaco, daí veio o do Paraguai, e diz que vai vender a energia excedente pra quem ele quiser, aqui era só cortas a energia deles por 30 minutos e problema resolvido, mas governante fraco vai ser sempre fray, por isso todos humilham Lulinha , nem vou lembrar obama , falando que lula era o cara e por trás espionando tudo no brasil . Não tem jeito o mundo não é um lugar fofinho com pessoas fofinhas, o mundo real é cinza , mas as vezes tem sol , quem quer o poder tem que saber usar , porque o lobo sempre o fraco.

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